A ESCOLA PITAGÓRICA

O termo Escola Pitagórica se refere a uma escola filosófica no sentido
histórico cuja existência se prolongou por mil anos desde sua fundação. O
modo de vida e as doutrinas atribuídas a Pitágoras, provenientes de sua escola,
recebem o nome de pitagorismo.
Segundo historiadores, a Escola Pitagórica tinha
um caráter peculiarmente duplo. Por um lado, dedicava-se a questões
espirituais: os pitagóricos acreditavam na imortalidade da alma e na
reencarnação e tinham a auto-reflexão como um dever consciente e imprescindível
na espiritualização da vida. Por outro lado, como parte dessa espiritualização,
incluía estudos de Matemática, Astronomia e Música, o que lhe imprimiu um
caráter também científico, no sentido moderno da palavra.
O estudo da
Matemática - confundindo-se com a filosofia, pois "tudo é número" -
era feito para promover a harmonia da alma com o cosmo.
Dentre os princípios
filosóficos que norteavam a
Escola Pitagórica, destacam-se:
- a alma é imortal e
reencarna-se;
- os acontecimentos da história repetem-se em certos ciclos;
- nada é
inteiramente novo;
- todas as coisas vivas são afins;
- os princípios da Matemática
são os princípios de todas as coisas.
Fontes:
PITÁGORAS - SUA VIDA
Pitágoras é considerado um dos grandes matemáticos da Antiguidade.
Não há documentos que atestem a veracidade do que se sabe sobre a vida de Pitágoras, de forma que as informações a seguir são aquelas mais comumente encontradas.
Filho
de um rico mercador da ilha grega de Samos, Pitágoras nasceu por volta de 565
a.C., uma ilha grega na costa marítima do que hoje é a Turquia.
Pitágoras, além de um matemático grego, foi também lider religioso, místico, sábio e filósofo.
Há quem diga que ele na verdade era filho de Apolo, deus grego da música,
poesia e dança. Vinte anos antes de seu nascimento, a filosofia
ocidental tinha surgido com Tales de Mileto. Desde então vários pensadores
começaram a tentar explicar de forma racional as origens do mundo. Foi nesse
começo da idade de ouro da Grécia antiga que Pitágoras cresceu.
Foi provavelmente em suas viagens ao Egito que Pitágoras adquiriu seus
conhecimentos sobre matemática, já que seus professores, os filósofos
Ferécidas e Anaximandro, não eram matemáticos. Na época o Egito era considerado
mais culto do que a Grécia e segundo Aristóteles foi naquele país que tiveram início as ciências
matemáticas, pois lá os sacerdotes gozavam de muito tempo livre para se
dedicarem a esse desafio intelectual.
Os egípcios tinham inventado a aritmética e a geometria. A prática
constante de medir os limites de uma propriedade a cada cheia do rio Nilo os
levou a uma sofisticação geométrica. Depois de conhecer a matemática egípcia,
Pitágoras foi para a Babilônia. Lá a matemática tinha alcançado níveis
abstratos muito além do que os do Egito.
Há relatos de que Pitágoras teria ido
além da Babilônia e feito contato com magos persas, brâmanes indianos e druidas
celtas. Além de buscar o conhecimento matemático, nessas viagens Pitágoras pode
ter feito também uma espécie de busca religiosa.
Quando Pitágoras retornou a Samos, ele se tornou o mestre residente na corte de
Polícrates, tirano que governava a ilha e havia destinado parte da enorme frota
de navios da cidade para a pirataria.
No entanto, Pitágoras se considerava superior a
qualquer tirano e o confronto com Polícrates o fez ser banido de sua ilha
natal. Em 529 a.C. ele se estabeleceu na colônia de Crotona, na região da Magna
Grécia. Lá passou a ensinar filosofia. E foi nessa época que começou a
desenvolver sua importante obra matemática.
Casou-se com Teano, provavelmente a primeira mulher matemática da história.
Não
se sabe se Pitágoras morreu durante o desencadear-se de uma das perseguições a
que foi vítima - morte talvez haja ocorrido em 504 a C., quando a primeira
perseguição ocorreu - provavelmente, porém, no ano 500 a C. já não vivia.
Fontes: